E vejo a assembleia dos homens,
seus rostos pintados
com argila de mentiras
e vozes de papel;
etiquetas costuradas na pele.
Todos dançando
a coreografia das vitrines
Eles me nomeiam por mil marcas,
negam a carne, esculpem o vazio,
fingem abismos com sorriso de catálogo.
A solidão grita por dentro do espelho:
“Onde, em meio a máscaras,
repousa a face verdadeira?”
À beira do mundo,
há multidões lacradas,
cada consciência mais exilada na multidão
do que no próprio silêncio.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 23 de fevereiro de 2026 08:38
- Comentário do autor sobre o poema: A minha perspectiva sobre este poema fala do esforço de existir em meio a formas que nos antecedem. Busca lembrar que muitas vezes não há isolamento pelo silêncio, mas pelas versões que se vestem para permanecer entre os todos.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 3

Offline)
Comentários1
gostei muito poeta, exprimiu um sentimento que abrigo também.
Fico feliz com este contato de realidades... Obrigado Carlos.
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