Amanheci com medo hoje,
Não aquele comum, igual medo de escuro,
Um que não sei explicar,
Mas me faz sentir vivo ...
Tão vivo quanto minha necessidade de pressa
E de acordar ...
A pressa que tenho é o resultado
Do atraso que não tenho ...
E meus nãos, fazem-me olhar as pessoas,
E achá-las ridículas e necessárias,
Tais quais alguns de meus desejos,
Mascaradamente duplicados ...
É meio que olhar sem ver,
E sem a nefasta mania de raio X,
Que me é inerente ...
Não é um exercício de contemplação,
Pois estou triste comigo mesmo ...
É o ato em si, da própria visão,
Onde o que se adora,
É a poeira ...
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Autor:
Sergio Virtude (
Offline) - Publicado: 21 de fevereiro de 2026 00:32
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 0

Offline)
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