Olhos Castanhos

Luana Bueno

Olhos castanhos,

por favor, saiam dos meus sonhos.

Desde o dia em que passaram a habitá-los,

algo em mim não descansa.

É a sua ausência que me provoca.

É o silêncio que grita seu nome

na curva da minha insônia.

 

É uma súplica silenciosa

que ecoa na madrugada —

pela sua presença,

pela sua alma,

pelo calor do seu corpo junto ao meu.

 

Meu corpo ainda guarda

o mapa dos seus toques —

lugares onde a pele

aprendeu a se arrepiar

só de lembrar

 

Traga de volta

esse desejo indomável,

essa vontade quase insana

de sentir você por inteiro —

não como sonho,

mas como chama viva

ardendo na realidade.

  • Autor: Luana Bueno (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de fevereiro de 2026 00:32
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.