Olhos castanhos,
por favor, saiam dos meus sonhos.
Desde o dia em que passaram a habitá-los,
algo em mim não descansa.
É a sua ausência que me provoca.
É o silêncio que grita seu nome
na curva da minha insônia.
É uma súplica silenciosa
que ecoa na madrugada —
pela sua presença,
pela sua alma,
pelo calor do seu corpo junto ao meu.
Meu corpo ainda guarda
o mapa dos seus toques —
lugares onde a pele
aprendeu a se arrepiar
só de lembrar
Traga de volta
esse desejo indomável,
essa vontade quase insana
de sentir você por inteiro —
não como sonho,
mas como chama viva
ardendo na realidade.