Banhados em covardia,
aqueles que furtam
e fazem da joia da humanidade
mera barganha.
Aqueles que, pelo ofício de atuar,
buscam — apenas por entretenimento —
a rotina nefasta da exatidão
e vestem a mais chamativa máscara.
Somente pelo prazer de parecer,
nunca ser.
A joia mais bela e humana:
tesouro,
atenção e afeto.
Ode aos covardes,
reféns da necessidade de ser e existir,
que não expressam,
não confessam.
Aos que fogem do diálogo,
moradores das linhas que traçam
uma realidade ambígua.
Os que fogem do diálogo
que faz a vida madura e fiel,
dura e sofrida —
sem ternura sequer.
E, fruto do amargor,
restam os afetados
pela covardia alheia.
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Autor:
Pietra Figueiredo (
Online) - Publicado: 19 de fevereiro de 2026 21:06
- Categoria: Carta
- Visualizações: 2

Online)
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