Alma, ó alma, esses cânticos que trazes,
Seguir nas sombras foste a tua sina,
Ouvindo entre goivos e lilases,
Da solitude a prece vespertina.
Pois a tristeza mal inda lhe fazes,
Cai a tarde na antiga Palestina...
E no meu peito tétricas, vorazes,
Vão as dores num horto sem neblina.
Ouvi novenas em tempos remotos,
Os que rezavam foram pra onde sigo,
E de Jesus também eram devotos...
E a noite como os vultos d'um convento,
Seguiste-lhes indo para o jazigo,
Caminhando sem dor e sem lamento...
Thiago Rodrigues
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Autor:
Thiago R (
Offline) - Publicado: 19 de fevereiro de 2026 20:06
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 35
- Usuários favoritos deste poema: Ema Machado

Offline)
Comentários2
Um poema repleto de imagens, de beleza ímpar... Parabéns!
Grato pelo comentário, Ema! Um bom dia!
Bravo poeta!
Meus parabéns pelo belíssimo soneto!
Desejo que sua noite seja abençoada. Abraço fraterno.
Grato pelo comentário, Vilma! Uma noite abençoada para ti também! Um abraço!
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