Há no peito humano um chamado sutil,
Que a dor do outro ecoa, tão forte, tão vil.
É a compaixão que brota, um rio a correr,
Que busca acalmar, que anseia acolher.
Que a dor do outro ecoa, tão forte, tão vil.
É a compaixão que brota, um rio a correr,
Que busca acalmar, que anseia acolher.
Estender a mão, o olhar a entender,
A lágrima seca, o nó a doer.
Um bálsamo leve para o que se desfaz,
A chama que acende a mais pura das paz.
A lágrima seca, o nó a doer.
Um bálsamo leve para o que se desfaz,
A chama que acende a mais pura das paz.
Mas há um espelho, por vezes nublado,
Onde a própria verdade se encontra encoberta.
É o autoengano que, astuto e calado,
Distorce a intenção, a intenção que é incerta.
Onde a própria verdade se encontra encoberta.
É o autoengano que, astuto e calado,
Distorce a intenção, a intenção que é incerta.
Será que no outro busco um refúgio?
Ou na dor alheia, meu próprio artifício?
Para não ver a sombra, o traço, o vestígio,
De um medo profundo, de um velho suplício?
Ou na dor alheia, meu próprio artifício?
Para não ver a sombra, o traço, o vestígio,
De um medo profundo, de um velho suplício?
Compaixão verdadeira não foge de si,
Nem usa o auxílio para não se sentir.
Ela nasce de um solo limpo e real,
Que aceita a sua própria luz e o seu mal.
Nem usa o auxílio para não se sentir.
Ela nasce de um solo limpo e real,
Que aceita a sua própria luz e o seu mal.
É abraçar a dor, sim, de quem está perto,
Mas com o próprio ser em terreno descoberto.
Sem véus, sem desculpas, sem falsos enredos,
A ver a si mesmo, seus íntimos segredos.
Mas com o próprio ser em terreno descoberto.
Sem véus, sem desculpas, sem falsos enredos,
A ver a si mesmo, seus íntimos segredos.
Que a força do amar seja pura, sem dolo,
E o espelho da alma, sem mancha ou rótulo.
Compaixão sem engano, um farol a guiar,
Onde a verdade liberta para amar e doar.
E o espelho da alma, sem mancha ou rótulo.
Compaixão sem engano, um farol a guiar,
Onde a verdade liberta para amar e doar.
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Autor:
Jairo Cícero (
Offline) - Publicado: 18 de fevereiro de 2026 19:05
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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