Hoje me lembrei da mais Bendita,
O grande amor que minha vida detém;
Pois na memória a sua imagem vem,
E uma saudade em meu peito transita.
Nessa lembrança que em mim habita,
Já não há nada que em porão se mantém;
Deste meu peito que não é refém,
Da dor que em alguns o desdém incita.
O seu doce sorriso é muito meigo,
Seu lindo olhar é sempre encantador;
Faz palpitar meu peito por amor.
Mas como poderei ter desapego
Desse imenso amor desmantelador,
Se ainda é grande o meu desassossego?
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Autor:
Marcelo Alefe (
Offline) - Publicado: 14 de fevereiro de 2026 12:56
- Comentário do autor sobre o poema: Nesta obra, o eu lírico mergulha nas águas profundas do Ultrarromantismo, expondo em um rigor métrico o conflito entre a memória sacralizada da musa e o desassossego melancólico pela falta da mesma.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
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