Hoje me lembrei da mais Bendita,
O grande amor que minha vida detém;
Pois na memória a sua imagem vem,
E uma saudade em meu peito transita.
Nessa lembrança que em mim habita,
Já não há nada que em porão se mantém;
Deste meu peito que não é refém,
Da dor que em alguns o desdém incita.
O seu doce sorriso é muito meigo,
Seu lindo olhar é sempre encantador;
Faz palpitar meu peito por amor.
Mas como poderei ter desapego
Desse imenso amor desmantelador,
Se ainda é grande o meu desassossego?