Marcelo Alefe

Soneto da Bendita

Hoje me lembrei da mais Bendita,

O grande amor que minha vida detém;

Pois na memória a sua imagem vem,

E uma saudade em meu peito transita.

 

Nessa lembrança que em mim habita,

Já não há nada que em porão se mantém;

Deste meu peito que não é refém,

Da dor que em alguns o desdém incita.

 

O seu doce sorriso é muito meigo,

Seu lindo olhar é sempre encantador;

Faz palpitar meu peito por amor.

 

Mas como poderei ter desapego

Desse imenso amor desmantelador,

Se ainda é grande o meu desassossego?