SONETO DA SAUDADE INFINDA

Nelson de Medeiros



SONETO DA SAUDADE INFINDA

 

Contemplo o mar: A cúpula azul- prateada

Reflete sobre mim sua luz infinita;

O coração em lasso vai e vem palpita

Tal qual as vagas vão e vêm na marulhada!

 

Perdido na vasta imensidão estrelada

Pergunto-me: Haverá no céu que me fita

Alguma coisa além da beleza que o habita?

Algo mais que esclareça a árdua caminhada?

 

Se nada mais existe que não for matéria,

A deslumbrar a vista em paisagem etérea,

Que mistério é este que a razão trespassa?

 

Onde nasce esta  luz que me resplende agora?

De onde vem esta canção que do mar aflora,

E que saudade é esta que a minha alma enlaça?

 

Nelson De Medeiros

 

  • Autor: Nelson de Medeiros (Offline Offline)
  • Publicado: 10 de setembro de 2020 22:14
  • Comentário do autor sobre o poema: Reflexões junto ao mar sobre "Quem somos, de onde viemos e para onde vamos?"
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 34
Comentários +

Comentários6

  • Nathália C. Araújo

    Forte!

  • Flor de Lótus

    Profundo! Belíssimo. E a música de fundo espetacular.

  • Valdeci Malheiros de castro

    Mais uma vez nos brinda com versos profundos e reflexivos. Um ótimo dia.

  • Edla Marinho

    Sempre muito prazeroso ler-te!
    Bom domingo, meu abraço.

  • Talita Lima

    Magnífico.
    Perguntas que me fiz há anos, me refiz agora.

  • Marcos Valerio de Souza

    Que beleza de poema, incansável poeta!
    Impossível terminar de lê-lo e não continuar em reflexão interminável.
    Meu abç



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