Você pergunta o que dizia aquela poesia.
Eu digo que não é poesia.
Não sei.
Não faço.
É só um junção de versos
Que quase quer dizer alguma coisa.
Você dá de ombro
Fuma o ultimo cigarro do maço
E finge também que quase se importa.
Não somos descasos.
Você mora no meu peito esquerdo,
Dorme no lado direito da cama
E bebe seu café na minha xícara preferida.
Eu morreria por você.
Mas não sei se deixaria
Você saber dos meus escombros.
Não sei se dividiria o meu silêncio contigo
Nem se meu vazio te caberia lá.
Você pergunta de novo
Sobre o que eu estou escrevendo
E eu penso:
Não apresse minha leitura
como quem deseja apenas a carne.
Quero que me deseje pelo intervalo,
pela espera entre uma palavra e outra.
Que me devore com a fome
de quem escuta —
para que eu possa, então,
te recitar um verso
como quem oferece
o que ainda pulsa,
imperfeito,
vivo
e perigosamente meu.
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Autor:
333 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de fevereiro de 2026 21:37
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Muito bom poeta !
Abraços
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