Imensas ondas de um bravio mar
Numa noite fria e tempestuosa,
Um vento impetuoso a soprar;
Madrugada prevista angustiosa.
Meu barquinho então balançou,
A estrutura caiu, abalou,
E os remos também quebraram.
Será que naufragarei?
No sepulcro, enfim, morarei?
Porém não foi sempre assim:
Houve dias ensolarados,
Minha musa amou-me a mim.
Por isso meu barco delego
A ela, capitã do afeto,
Pois é desastroso, não nego,
Quando ela não está perto.
-
Autor:
Marcelo Alefe (
Offline) - Publicado: 13 de fevereiro de 2026 12:43
- Comentário do autor sobre o poema: Em Noite Tempestuosa, resgato a tradição do Ultrarromantismo com um toque de melancolia e a musealização da amada, onde a natureza não é apenas cenário, mas um espelho fiel do desespero interior.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários2
poesia muito boa, parabens
Obrigado!
Agrada-me a simetria desta construção poética.
Sente-se a sonoridade das palavras.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.