Imensas ondas de um bravio mar
Numa noite fria e tempestuosa,
Um vento impetuoso a soprar;
Madrugada prevista angustiosa.
Meu barquinho então balançou,
A estrutura caiu, abalou,
E os remos também quebraram.
Será que naufragarei?
No sepulcro, enfim, morarei?
Porém não foi sempre assim:
Houve dias ensolarados,
Minha musa amou-me a mim.
Por isso meu barco delego
A ela, capitã do afeto,
Pois é desastroso, não nego,
Quando ela não está perto.