Ricardo Maria Louro

O Sangue Apodrecido

O Sangue apodrecido nas

minhas veias

não me deixa cantar a Alma!

 

Trago fome nos meus dedos.

 

O vazio que me veste o corpo

não me deixa amar a vida!

 

Mas outros dias virão...

 

Eu sou um moribundo!

Calçado de amarguras,

despido de ilusões.

 

Sou o batente de uma casa,

a baldraga de uma porta,

o erro de um ditado,

um verso por ser verso

que é tonto e rejeitado ...