Depois de mim,
quem ficou no meu lugar
sem tremer?
Quem tocou a tua pele
com a mesma febre,
com a mesma fome de infinito?
Diz-me —
houve alguém
que te amasse sem medida,
que te enfrentasse sem medo,
que te elevasse ao trono
quando querias fugir da própria coroa?
Eu fiz-te subir ao alto.
Vi o brilho nascer nos teus olhos
como incêndio rasgando a noite.
E agora só vejo cinzas.
Irreconhecível.
Mais frio.
Menos chama.
Podem tentar repetir o meu nome
nos teus ouvidos,
decorar os meus gestos,
ensaiar a minha entrega —
mas intensidade não se copia.
Profundidade não se finge.
Paixão não se aprende.
Eu não fui apenas amor.
Fui tempestade.
Fui espelho.
Fui a mulher que te ensinou
o que é ser desejado
sem reservas.
E no silêncio que ficou entre nós
arde uma certeza que te persegue:
não se substitui
quem deixa
marca de fogo.
-
Autor:
MAISA NALAPE (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de fevereiro de 2026 06:43
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema é uma vida vivida. Quando uma pessoa sai na sua vida, jogando as palavras más no peito como o fogo a escalda dentro de ti. E diz que encontrou alguém melhor do que tu, depois de conhecer essa pessoa amada descobres que sempre foste a melhor de todos tempos.. Passando alguns anos essa pessoa fica muito magro, vendo essa amada a traído-o. E querendo aproximar de si e ai já é tarde de mais, nem amizade quero só afastamento.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
- Em coleções: Maisa Nalape.

Offline)
Comentários1
não se substitui quem deixa marca de fogo.
Bela imagem poética!
Obrigada caro Amigo. É verdade, a marca de fogo é cicatriz que não sai.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.