Preto e branco, acordando no fim da alvorada
Pinte os céus de preto, com pontos brancos em alguns lugares
Atinja as cores, tingir em outras cores, me mostre mais de perto
Amanhã não estarei aqui, estou perdendo tudo o que tenho
Sou o marujo do meu próprio barco, mas estive naufragando diversas vezes
Sem direção, eu mirei nas estrelas e acertei o abismo
Ficando velho, ficando fraco, ficando deprimente
Seu reflexo no espelho, verdadeiramente irreconhecível
As horas passaram, não lembro quantas vezes conversei comigo mesmo
Estou mostrando as cicatrizes abertas, para que outros não sigam o mesmo caminho
No frio da minha espinha, as madrugadas são só minhas
Não lembre, não recorde, feche essa história de uma vez por todas
E aquela mulher, com sorrisos maliciosos
Caí no canto da sereia, fui tragado para o fundo do lago
De alguma forma, em alguma razão, eu escutei alguma voz falando para acordar
Tantas vezes pisei no mesmo buraco, tantas vezes me arrastei para fora
Então, consegue me ver? O que sou e quem sou?
Aquele que sempre esteve com a espada presa no torso
Sou útil? Sou servil? Voltei de uma longa viagem, de um desvio, do meu próprio pesadelo...estou de volta ao barco...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de fevereiro de 2026 18:21
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melhores poemas.

Offline)
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