Me faz um favor? Não é por mim, é pela tua alma
Essa pergunta é simbólica,
pois, já que eternamente dorme e recusa-se a negar o mundo, imundo,
sei que não irá agradecer pelo que está lendo,
algo que recebestes do acaso,
sempre estupidamente armados
preferem destruir sua última gota de sensibilidade,
e assim, prazerosamente, acusar o que é genuíno de misticismo banal
e o que de fato é ordinário, de realidade.
Ah, se soubessem, se ao menos soubessem o mínimo
sobre o que é sentir, discernir as frequências,
sairiam da cova que eles mesmos, debochadamente cavam para si
enquanto deliram na sua própria ilusão existencial suja,
resultante de quem perece sob o fundo de uma caverna,
que, mesmo se houvesse uma tocha acessa ao seu lado,
lhe és negada a inteligência do seu uso,
já que o fogo traz e mantém a vida,
assim como o silêncio é o alimento da alma e da essência do ser.
Então me diga se há coerência em permitir
o seu uso a tolos que negam a luz vital da sabedoria,
da liberdade interna, da verdade cósmica?
Não são estes que vivem em paradoxos?
Deixe-os lá enganados e sedentos
das suas próprias mentiras confortáveis para si mesmos.
Mas, se tu não quiseres enfraquecer e ser um deles,
me faz um favor?
Vá lá fora,
olhe para o céu a noite,
para as estrelas, para o cosmos.
De onde você veio?
Para onde você vai?
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Autor:
Stéfani Rossi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de fevereiro de 2026 09:25
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 1

Offline)
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