Nunca foi sobre perder.
Há ausências que florescem.
O não, às vezes, protege mais que a dor.
Buscar demais é se dissipar.
Estranho, quando a dor descansa, eu paraliso.
Como se meu talento morasse no abismo,
e a alegria me desfizesse.
O silêncio tem dentes.
A ausência chama pelo nome.
Nada pesa mais
que apenas ser
sem consumir,
sem ser consumido.
Ainda assim, fico.
À espera de um quase,
um gesto,
um eco,
um olhar que me devolva à lembrança.
Sinto, mas não digo de quê.
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Autor:
Yves de Sá (
Offline) - Publicado: 12 de fevereiro de 2026 00:21
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4

Offline)
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