Nunca foi sobre perder.
Há ausências que florescem.
O não, às vezes, protege mais que a dor.
Buscar demais é se dissipar.
Estranho, quando a dor descansa, eu paraliso.
Como se meu talento morasse no abismo,
e a alegria me desfizesse.
O silêncio tem dentes.
A ausência chama pelo nome.
Nada pesa mais
que apenas ser
sem consumir,
sem ser consumido.
Ainda assim, fico.
À espera de um quase,
um gesto,
um eco,
um olhar que me devolva à lembrança.
Sinto, mas não digo de quê.