Não trago o troféu nas mãos, nem o descanso na alma;
O caminho ainda me chama pelo nome,
E a poeira dos passos diz que não cheguei.
Sou um eterno aprendiz da estrada,
Alguém que tateia o amanhã com a ponta dos dedos.
Mas há uma arte que aprendi com o tempo:
A sagrada maestria de esquecer.
Deixo para trás as âncoras do que fui,
As sombras dos erros que já não me definem,
E até os louros das vitórias que já murcharam.
O passado é um mapa riscado;
O presente é o fôlego que me impulsiona.
Estico o corpo, inclino o coração.
À minha frente, o invisível se torna Alvo.
Não corro pelo vento, nem fujo do cansaço;
Corro pelo chamado que ecoa do Alto,
uma voz que atravessa as nuvens e me diz: "Vem".
O prêmio não é o que conquisto aqui embaixo,
Mas Quem me espera no final da pista.
Com os olhos fixos na Luz,
Eu não apenas caminho...
Eu prossigo.
Maiza Chagas
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Autor:
Maiza Chagas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de fevereiro de 2026 14:12
- Comentário do autor sobre o poema: prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:14
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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