Eu sou a chama que arde incandescente
Que intensamente busca ver a vida
A brasa quente que sobe e avisa
Que se mostra displicente em se esconder
Mas também sou o gelo que esfria
O pequeno cubo derretendo ao dia
O frio que arrepia quando ninguém vê
Uma alma sozinha congelando a noite...
Eu sou a morte olhando a própria foice
Ao contemplar a tristeza que mora na alegria
A beleza que se encontra na saída
No fim do túnel que chamamos de vida
Mas também sou a vida tentando ser forte
Girando numa engrenagem inexorável
Solucionando o insolucionável
O azar banhado em azar, buscando ter sorte
Eu sou uma cabeça tonta,
Um sofrimento físico
Eu sou o mar sem onda,
Uma ocorrência mágica
Eu sou o bater do gongo,
Um estridente trágico
Um quadrado redondo.
Uma existência ilógica.
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Autor:
C4torze (
Offline) - Publicado: 6 de fevereiro de 2026 00:05
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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