Queria tanto morrer amanhã!
Por todos os motivos e mais um
apetecia-me morrer amanhã ...
A Vida fez-me cego e sem
destino ...
Além de todas as clareiras
entregou-me aos precipícios,
aos abismos, aos vales de ilusão,
tecidos pelos dias.
Dia-após-dia, desgosto-após-desgosto,
de mim nada fica neste mundo
quando eu partir.
Nem quero que fique!
Não quero deixar nada!
Esqueçam-se de mim!
Que de vós me esquecerei!
Façam de conta que nunca existi! ...
Porque eu não me lembrarei de
ninguém.
E sacudirei os sapatos do pó deste
mundo!
Nem isso quero levar!
Queria tanto Morrer Amanhã!