Quem ousa falar do amor sem sangrar?
Mal se anuncia, já nos empurra ao abismo.
É fome que não se sacia,
É colo que falta no instante seguinte.
Quem atravessa seu nome
Sem perder algo de si?
Seria possível desejá-lo
Sem pagar o preço da entrega?
Há peito que suporte
Viver inteiro sem nunca ter amado?
Quem conseguiria medi-lo em palavras?
Vida após vida, ele insiste,
Retorna como um erro repetido,
Habita o homem como uma condenação.
Traz alegria breve e dor duradoura,
Alívio que dura um suspiro,
Com a mesma mão que promete abrigo, rasga.
Ah, miseráveis mortais,
Arrastados por sentimentos que não pediram,
Prisioneiros de algo
Que a razão observa — e falha em salvar.
4 fev 2026 (10:53)
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Autor:
Melancolia... (
Offline) - Publicado: 4 de fevereiro de 2026 09:53
- Comentário do autor sobre o poema: Sobre o Mesclado que participei, do meu amigo Charles Brow.......
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5
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Offline)
Comentários1
Amor e suas variadas formas. A vida só faz sentido quando amamos. Um amor maduro, aquele que se preocupa que é colo que aconchega e que não tem nada a ver com uma música romântica e um beijo ao final daquele filme de cinema. Que todos possam viver um amor de verdade. Belo tema poético. Parabéns poeta.
É verdade. Esse texto toca justamente no amor que sustenta, não no que impressiona. Um amor que aparece no cuidado diário, no silêncio compartilhado, na presença que não precisa de palco nem trilha sonora. Esse tipo de amor não costuma virar cena de filme, mas é ele que dá sentido à vida quando tudo o resto perde o brilho. Belo olhar, sensível e maduro — daqueles que só quem viveu entende.
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