Vuuuuh!
Sopra o vento,
Uma brisa quente e fétida.
E entre dunas de resíduos,
Vê-se uma ingênua criança.
Marginalizada e indefesa,
Não pediu para nascer.
Pobre menina!
Com os abutres,
Disputa um pé de galinha.
Qual será seu destino?
Não se sabe,
A fome fala mais alto,
Ruge na verdade.
É uma pária,
De um mundo morto,
Decaído e putrefeito.
Ela estava só,
Não tinha quem a quisesse,
Não tinha quem a amasse.
É como um animal,
Que esperança encontrar algo no lixo.
Talvez encontre;
Decepções, desprezo, crueldade…
Ou talvez encontre amor, paz…
E quem sabe… a felicidade.
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Autor:
João Diego Costa (
Offline) - Publicado: 3 de fevereiro de 2026 22:22
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Shmuel

Offline)
Comentários2
Um poema que chama nossa atenção para um tema tão sensível.
Abracos!
O poema é cru e direto, sem enfeite desnecessário. As imagens são fortes e doem , especialmente a criança disputando comida com abutres. O cenário apodrecido fica muito vivo, e o final, com essa esperança frágil, emociona justamente por não prometer nada. É daqueles textos que incomodam e ficam na cabeça. Achei muito bem escrito!!!
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