Vuuuuh!
Sopra o vento,
Uma brisa quente e fétida.
E entre dunas de resíduos,
Vê-se uma ingênua criança.
Marginalizada e indefesa,
Não pediu para nascer.
Pobre menina!
Com os abutres,
Disputa um pé de galinha.
Qual será seu destino?
Não se sabe,
A fome fala mais alto,
Ruge na verdade.
É uma pária,
De um mundo morto,
Decaído e putrefeito.
Ela estava só,
Não tinha quem a quisesse,
Não tinha quem a amasse.
É como um animal,
Que esperança encontrar algo no lixo.
Talvez encontre;
Decepções, desprezo, crueldade…
Ou talvez encontre amor, paz…
E quem sabe… a felicidade.