João Diego Costa

PÁRIA

Vuuuuh!

Sopra o vento,

Uma brisa quente e fétida.

E entre dunas de resíduos,

Vê-se uma ingênua criança.

Marginalizada e indefesa,

Não pediu para nascer.

 

Pobre menina!

Com os abutres,

Disputa um pé de galinha.

Qual será seu destino?

Não se sabe,

A fome fala mais alto,

Ruge na verdade.

 

É uma pária,

De um mundo morto,

Decaído e putrefeito.

Ela estava só,

Não tinha quem a quisesse,

Não tinha quem a amasse.

 

É como um animal,

Que esperança encontrar algo no lixo.

Talvez encontre;

Decepções, desprezo, crueldade…

Ou talvez encontre amor, paz…

E quem sabe… a felicidade.