No rés do revés,
No verso do anverso,
O peso. O tamanho...
Eu meço!...
No fundo do poço,
Na lama – tão moço!... –
Meus gritos não ouço,
Socorro não peço...
No lodo da alma,
No último tombo,
Exposto na palma
Da mão – desassombro (!)... –
Inebria a tontura
Da sempre vitória,
O anseio, a aventura,
De entrar para a História...
No ponto mais alto,
No pico do cume,
Nos toma de assalto:
A que se resume?...
Se na caminhada
Se era feliz,
Por que para o nada
Partir tão se quis?...
Se aquém da partida
A nada importar,
Viver não era vida?...
Amor não era amar?...
O sempre querer,
O sempre mais ser...
O mesmo não ter...
O mesmo morrer!...
De onde esta ânsia
Ao mesmo caminho?
Se só se descansa
A parcos carinhos?...
Meu Deus! O que era
Tão bom e não basta?...
Por que esta espera
Que o tempo não afasta?...
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Autor:
G. Mirabeau (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de fevereiro de 2026 13:41
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
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