no rosto trilhas em ruínas
se formam partindo dos olhos —
marcas de luta
que acabam no vazio da terra
com os ossos esquecidos.
quem escreveu a história da vida
com um final tão repetido
nesse espaço de existência curto?
não importa quantas manhãs
a esperança se deita
com raízes de cactos —
espinhos não te abandonam.
a única atitude digna que resta
é fechar o álbum de retratos.
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Autor:
Miguel Júnior (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de fevereiro de 2026 07:16
- Comentário do autor sobre o poema: Um manifesto de lucidez, que vê na própria tentativa de preservar a imagem uma forma de fraqueza, propondo como único gesto digno a coragem de fechar os olhos para a ilusão da permanência.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Poemas.

Offline)
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