O mundo nos cerca de pressa e fulgor,
O olhar acostuma, a vida perde a cor.
Mas há um sussurro que vem nos chamar,
Para ver no comum, o raro brilhar.
O olhar acostuma, a vida perde a cor.
Mas há um sussurro que vem nos chamar,
Para ver no comum, o raro brilhar.
Não é no altar santo, nem em ritos distantes,
Que a alma se eleva em momentos constantes.
É no aroma do café, no abraço que aquece,
Na luz que desponta, na brisa que cresce.
Que a alma se eleva em momentos constantes.
É no aroma do café, no abraço que aquece,
Na luz que desponta, na brisa que cresce.
A espiritualidade desce do Órum,
E mora na pausa, no instante limpo.
De ouvir o silêncio, de sentir o chão,
De ver a beleza na imperfeição.
E mora na pausa, no instante limpo.
De ouvir o silêncio, de sentir o chão,
De ver a beleza na imperfeição.
No rosto cansado que a gente encontra,
Na força que luta, na dor que se afronta.
Em cada respiração, em cada pulsar,
Há um segredo profundo a se revelar.
Na força que luta, na dor que se afronta.
Em cada respiração, em cada pulsar,
Há um segredo profundo a se revelar.
E a vista se aguça, o coração se abre,
Para o mistério que a vida nos cabe.
O divino se esconde no gesto mais chão,
No templo singelo do próprio coração.
Para o mistério que a vida nos cabe.
O divino se esconde no gesto mais chão,
No templo singelo do próprio coração.
Enxergar o milagre em cada segundo,
É transformar o que é simples em vasto e profundo.
É a chama interior que se acende, sutil,
Tornando o cotidiano, um céu sempre azul.
É transformar o que é simples em vasto e profundo.
É a chama interior que se acende, sutil,
Tornando o cotidiano, um céu sempre azul.
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Autor:
Jairo Cícero (
Offline) - Publicado: 2 de fevereiro de 2026 11:41
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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