O Que Resta No Silêncio

Jérsia Alexandra Castelo Castanheta

Entre linhas e silêncios me perco,  

Nas pausas onde teu nome ressoa,  

Não dito, mas presente, quase segredo,  

Um sopro que a alma em mim entoa.

 

Nem sempre o verso é rima exata,  

Nem sempre o som se faz em palavras,  

Mas no espaço entre o que não se trata,  

Habita o eco das histórias bravas.

 

És a sombra que me segue leve,  

O retrato que não se vê na moldura,  

O instante que o tempo não leve,  

O enigma guardado em ternura.

 

Não peço que me compreendas,  

Nem que tua boca pronuncie meu ser,  

Basta que saibas que em minhas vendas  

És a luz que não deixo morrer.

 

Entre linhas e silêncios me encontro,  

Pois amar também é respeitar,  

O espaço que em ti habita o encontro,  

Onde só eu posso navegar.



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