Entre linhas e silêncios me perco,
Nas pausas onde teu nome ressoa,
Não dito, mas presente, quase segredo,
Um sopro que a alma em mim entoa.
Nem sempre o verso é rima exata,
Nem sempre o som se faz em palavras,
Mas no espaço entre o que não se trata,
Habita o eco das histórias bravas.
És a sombra que me segue leve,
O retrato que não se vê na moldura,
O instante que o tempo não leve,
O enigma guardado em ternura.
Não peço que me compreendas,
Nem que tua boca pronuncie meu ser,
Basta que saibas que em minhas vendas
És a luz que não deixo morrer.
Entre linhas e silêncios me encontro,
Pois amar também é respeitar,
O espaço que em ti habita o encontro,
Onde só eu posso navegar.