PASSAGEIRO CLANDESTINO

Pacificador

Eu flutuava no teu sorriso

E em paz eu me sentia

Surfava nas ondas do teu cabelo

Era feliz, eu bem sabia

 

E então, eu te vi na cachoeira

E molhada, tu sorrias para mim

Sei que pode parecer besteira

Mas, algo me dizia que era o fim

 

E pela última vez eu beijei tua boca

Numa louca experiência sensorial

Entre suspiros e corações acelerados

Vivenciei aquele momento especial

 

Meu erro foi achar que eras minha

Que esse amor duraria eternamente

Entretanto, chegamos ao fim da linha

Vendo o ódio crescer sorrateiramente

 

O silêncio calou as promessas de amor eterno

O orgulho e o ciúme selaram nosso destino

Lágrimas mancharam os versos no caderno

E o amor se transformou num passageiro clandestino

 

  • Autor: Pacificador (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de fevereiro de 2026 12:34
  • Comentário do autor sobre o poema: Um poema para refletir sobre a impermanência dos sentimentos e sobre como são frágeis os nossos afetos.
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 3
Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Gostei muito do seu poema, tudo nesta vida é passageiro, inclusive a vida. Abraço fraterno.



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