Pacificador

PASSAGEIRO CLANDESTINO

Eu flutuava no teu sorriso

E em paz eu me sentia

Surfava nas ondas do teu cabelo

Era feliz, eu bem sabia

 

E então, eu te vi na cachoeira

E molhada, tu sorrias para mim

Sei que pode parecer besteira

Mas, algo me dizia que era o fim

 

E pela última vez eu beijei tua boca

Numa louca experiência sensorial

Entre suspiros e corações acelerados

Vivenciei aquele momento especial

 

Meu erro foi achar que eras minha

Que esse amor duraria eternamente

Entretanto, chegamos ao fim da linha

Vendo o ódio crescer sorrateiramente

 

O silêncio calou as promessas de amor eterno

O orgulho e o ciúme selaram nosso destino

Lágrimas mancharam os versos no caderno

E o amor se transformou num passageiro clandestino