Em teu silêncio encontro abrigo,
Não feito de palavras ou gestos,
Mas de algo tão sutil e antigo,
Que nem o tempo pode levar, resto.
És refúgio invisível, segredo calmo,
Onde a alma minha se acalma e repousa,
Mesmo longe, és o doce palmo
Que afaga a dor que o peito ousa.
Não te peço mais que tua existência,
Nem cobro a atenção que não tens,
Só guardo em mim, com paciência,
O amor que é paz e não desdém.
Assim, no silêncio, sigo amando,
Sem esperar, sem sufocar,
Pois amar é também respeitando,
Deixar o outro livre para voar.
-
Autor:
J.Cast (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de janeiro de 2026 04:58
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
belas estrofes, lindo poema!
Muito obrigada.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.