No pátio seco, o graveto desenha a fronteira, Um anel de poeira, um eclipse de chão. O círculo é lei, é arena inteira, Onde a sorte se equilibra na palma da mão.
Coloridas galáxias de vidro e de luz, Esperam o impacto, o estalo, o rigor. O polegar tensiona, o olhar se traduz Em cálculo exato de força e de cor.
Lá vai a "biloca", em curva ou direta, Rompendo o silêncio da terra macia. Se a mira for pura, se a rota for reta, Expulsa a rival com total maestria.
Dentro do risco, o tesouro se espalha, Fora do círculo, o mundo é distância. Ganha-se a gude, vence-se a batalha, No eterno e redondo jardim da infância.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 26 de janeiro de 2026 19:02
- Categoria: Não classificado
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