No Colo da Terra Viva

Jairo Cícero

 
 
 
Quando a alma se cansa do ruído e da pressa, 
E o tempo parece correr sem promessa, 
Um anseio profundo nos chama, nos move, 
Para o abraço antigo que sempre nos houve.
 
 
 
É no chão que se pisa, no verde que acalma, 
Que a mente descansa e a vida se espalma. 
O canto do pássaro, a brisa que afaga, 
Dissolvem o denso, a dor que nos paga.
 
 
 
No cheiro da terra, molhada da chuva, 
A memória se expande, a alma recusa. 
A couraça que veste o homem moderno, 
E busca o que é puro, real e eterno.
 
 
 
Sentir a textura da rocha, da flor, 
O sol na pele, com todo o seu calor. 
Ver o horizonte que a vista não cansa, 
Trazendo de novo a perdida esperança.
 
 
 
É como voltar para um lar esquecido, 
Onde o eu profundo encontra sentido. 
Pois somos da terra, do pó e da seiva, 
Parte de um todo que a vida semeia.

 
 
E ao nos conectarmos com a força primal, 
O humano se integra ao seu natural. 
A paz se restabelece, o corpo relaxa, 
E a essência da vida, vibrante, renasce.
 
 
  • Autor: Jairo Cícero (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de janeiro de 2026 11:59
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


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