Sempre que chove, a minha alma voa.
Dança na água, à minha frente,
e vejo-a brilhando reluzente
num sorriso de gaiato travesso.
Deixo-a ir, não a impeço.
Aqui um salto, ali um tropeço;
quero-a assim criança, divertida.
Vendo-lhe o sorriso contagiante,
luzindo, estrela cintilante,
eco de infância esquecida.
E cai a chuva, saio à rua.
Saio eu, não sai a lua,
que essa da chuva se escondeu,
e sobre as nuvens se abrigou.
Mas com esta alma minha,
para quê outra companhia?
Rio-me agora…
Que caiu na poça e se molhou.
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Autor:
Francisco Ribeiro (
Offline) - Publicado: 22 de janeiro de 2026 09:23
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8

Offline)
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