O tempo não pediu licença
quando passou por nós.
Ele chegou silencioso,
levando certezas
e devolvendo saudades.
Em O Curioso Caso de Benjamin Button,
aprendi que viver
nem sempre é caminhar para frente,
às vezes é amar indo na contramão do mundo.
Benjamin envelheceu ao nascer
e rejuvenesceu ao perder.
Provou que o amor não obedece relógios
e que o encontro nem sempre acontece
na mesma estação da vida.
Há pessoas que se amam
no momento errado,
com a intensidade certa
e a dor inevitável.
O filme não fala só de tempo,
fala de coragem:
a de amar mesmo sabendo
que tudo passa,
que tudo muda,
que ninguém fica inteiro para sempre.
No fim, entendi — com o peito apertado —
que não importa quantos anos temos no corpo,
mas quantas vezes fomos verdadeiros
enquanto o tempo nos atravessava.
Porque viver,
assim como Benjamin Button,
é aceitar que o amor pode ser eterno
mesmo quando não dura.
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Autor:
Medusa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de janeiro de 2026 10:56
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema nasceu do silêncio que o filme deixa depois dos créditos. “O Curioso Caso de Benjamin Button” não fala apenas sobre o tempo que passa, mas sobre o amor que insiste, mesmo quando sabe que não vai permanecer. Escrevi tentando traduzir essa sensação agridoce de entender que algumas histórias não são feitas para durar, mas para marcar. Porque há encontros que não ficam — e ainda assim, nos transformam para sempre.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7

Offline)
Comentários1
Assisti o filme e fiquei encantada, realmente mostra que indiferente se nascemos novos e ficamos velhos ou se nascemos velhos e ficamos novos nada é pra sempre. Parabéns poeta por seu poema. Bom dia.
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