O tempo não pediu licença
quando passou por nós.
Ele chegou silencioso,
levando certezas
e devolvendo saudades.
Em O Curioso Caso de Benjamin Button,
aprendi que viver
nem sempre é caminhar para frente,
às vezes é amar indo na contramão do mundo.
Benjamin envelheceu ao nascer
e rejuvenesceu ao perder.
Provou que o amor não obedece relógios
e que o encontro nem sempre acontece
na mesma estação da vida.
Há pessoas que se amam
no momento errado,
com a intensidade certa
e a dor inevitável.
O filme não fala só de tempo,
fala de coragem:
a de amar mesmo sabendo
que tudo passa,
que tudo muda,
que ninguém fica inteiro para sempre.
No fim, entendi — com o peito apertado —
que não importa quantos anos temos no corpo,
mas quantas vezes fomos verdadeiros
enquanto o tempo nos atravessava.
Porque viver,
assim como Benjamin Button,
é aceitar que o amor pode ser eterno
mesmo quando não dura.