Incompreendida

Nalva Melo

 

Falei de mim, dos meus medos,  
de minhas fragilidades sem egos,  
só verdades.  

Contei-lhe meus sonhos, meus altos e baixos;  
minha intenção era um simples desabafo.  
Dei-te confiança em dividir contigo minha vida,  
esperava tudo, menos ser incompreendida.  

Ah, pobre de mim, que pensava ter uma amiga.  
Mas, na verdade, estava diante de um dos mais sutis animais:  
uma víbora.  

Não solicitei um advogado,  
nem mesmo um juiz.  
Me vi diante de um promotor  
que insurgiu  contra mim com cruel ardor.  

Ah, me vi sem saída,  
busquei apenas apoio,  
mas fui incompreendida.  

 fui incompreendida.  

 

  • Autor: Nalva Melo (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 20 de janeiro de 2026 14:25
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 6
Comentários +

Comentários1

  • CORASSIS

    Não sei quais víboras desta vida te importunam, mas fica meu desejo que elas não te envenenem a ponto de tirar a esperança e a alegria desta vida.
    Parabéns poetisa.
    Abraço.



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