Quando por fim a Lua acorda
E se espreguiça pelas ruas,
Vagueando te encontra
Nessa noite em que perduras.
Pobre Vagabundo
Que tens no tecto do mundo
O tecto do teu Lar…
Que te acolhe a alma, perdida,
E por escola te dá a Vida,
Por onde andas a vaguear.
Aprendeste-lhe a dor e o sofrimento.
Conheceste-lhe o desalento,
E foste ainda mais além…
Cursando letras de amargura,
Leste nas linhas da ternura
Que o Amor não é…
De Ninguém.
Tiveste por mestre o Vento,
E por grão-mestre o Tempo
Dos muitos dias, vividos…
Aprendendo com o Sol a rir.
E com a Lua a sentir,
Sentimentos desconhecidos.
Em muitas aulas de paciência,
Aprendeste que o Amor não é ciência,
Com fórmula escrita a preceito…
Como os sentimentos, nos ensinam,
São apenas elementos que combinam,
Em cada um, do seu jeito.
Aprendeste no murmúrio das ondas,
Histórias que hoje contas,
A uma criança, com carinho.
Não és velho, envelheceste!...
Com o muito que aprendeste
No palmilhar de tanto caminho.
Por fim...
Falas com o coração,
Rimando sentimento com emoção.
Não dás a Vida por perdida.
Pois na morte, tens a certeza,
Não haver na Natureza,
Coisa mais certa…
Desta Vida.
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Autor:
Francisco Ribeiro (
Offline) - Publicado: 20 de janeiro de 2026 12:30
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários1
Um poema que fala sobre um vagabundo, mas não um vagabundo qualquer... É o vagabundo criado pelo tempo e pela vida. Uma pessoa que vagou por aí e aprendeu muito sobre as coisas do mundo, ainda ciente de que não aprendeu tudo o que podia.
Esse é o poema de uma pessoa que aprendeu sobre dor, amor, tristezas e felicidades.
Ao fim, ela só possui uma certeza sobre a morte vindoura.
Uma pessoa que se tornou poeta atráves da experiência de ser um eterno vagabundo nos palcos do mundo.
Belo poema!
A vida veio em branco,
Como esta página vinha.
Passo a passo caminhando.
Aprendendo por aí andando…
Escrevi esta história.
Sem procurar fama nem glória
Porque também eu vagueio
Entre as linhas da vida.
No ponta do aparo de uma caneta
Em prosa ou verso no branco do papel
Onde de vagabundo visto a pele
E solto…
a alma minha.
Obrigado.
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