Confissão íntima

Luare

Joguei palavras ao vento,  

não para que fossem belas,  

mas porque não suportava guardá-las em mim.  

Cada sílaba era um pedaço da minha pele,  

cada silêncio, uma ferida que não cicatrizava.  

 

Subi alto demais, acreditando que o céu me sustentaria,  

e quando caí, descobri que o chão também dói.  

A quebra foi tão brusca  

que até hoje sinto o eco dentro de mim.  

 

Ainda estou aqui, mesmo sangrando por dentro.  

Minha insistência é invisível,  

minha partida, silenciosa.  

O que foi abrigo virou rotina,  

e a rotina se dissolveu como neblina.  

 

Não quero mais enfrentar o vazio,  

não quero mais noites sem luz,  

quando sua presença iluminava até o escuro.  

Não quero fingir que outros me saciam,  

quando é você que procuro nos meus sonhos.  

  • Autor: Luare (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 20 de janeiro de 2026 01:24
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


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