Joguei palavras ao vento,
não para que fossem belas,
mas porque não suportava guardá-las em mim.
Cada sílaba era um pedaço da minha pele,
cada silêncio, uma ferida que não cicatrizava.
Subi alto demais, acreditando que o céu me sustentaria,
e quando caí, descobri que o chão também dói.
A quebra foi tão brusca
que até hoje sinto o eco dentro de mim.
Ainda estou aqui, mesmo sangrando por dentro.
Minha insistência é invisível,
minha partida, silenciosa.
O que foi abrigo virou rotina,
e a rotina se dissolveu como neblina.
Não quero mais enfrentar o vazio,
não quero mais noites sem luz,
quando sua presença iluminava até o escuro.
Não quero fingir que outros me saciam,
quando é você que procuro nos meus sonhos.
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Autor:
Luare (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de janeiro de 2026 01:24
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8

Offline)
Comentários1
Engraçado o meu pensar.
Se leio alguma escrita que me conforta, por que não comentar.
Acho eu que o mau, esta no próprio veneno.
Ou seja as três iguarias, colocada na mesa para uma escolha.
Curtir, mais fácil.
Favoritar, um meio termo.
Comentar, muitos tem medo de uma contra resposta.
Adorei seus traços.
Mas toma cuidado com as repetições, para que não pensem que por falta de se pesquisar o rimador se embrulhou e mandou.
Ficar bem.
Apegaua.
Obrigada pelo comentário, porém já recebi inúmeros comentários nas minhas redes sobre as minhas poesias e também de um poeta que leu o que não estava ritmando. Entenda que apenas escrevo sobre algo, sobre alguém, sobre o preto no branco. Não espero nada além disso.
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