Quando nada mais existir
nem nome
nem eco
nem a poeira cansada das coisas
Quando o céu
não mais precisar ser céu
e as palavras estiverem retiradas
e a dor do medo de acabar se for
porque o fim não mais se anunciará
Quando não mais houver
nenhuma memória
nenhum sonho
nenhum desejo
nenhum tempo a passar
o mundo, então, enfim
descansará de tentar significar
e se algo ainda restar a pulsar
é apenas o hábito do infinito continuar
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Autor:
joaquim cesario de mello (
Offline) - Publicado: 19 de janeiro de 2026 19:08
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Edla Marinho

Offline)
Comentários1
Boa noite, poeta Joaquim. Quando não houver mais sonho, nem memória... Ah! Como se viveria?
Como sempre digo, seus versos são maravilhosos e reflexivos.
Meu abraço!
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