Quando nada mais existir
nem nome
nem eco
nem a poeira cansada das coisas
Quando o céu
não mais precisar ser céu
e as palavras estiverem retiradas
e a dor do medo de acabar se for
porque o fim não mais se anunciará
Quando não mais houver
nenhuma memória
nenhum sonho
nenhum desejo
nenhum tempo a passar
o mundo, então, enfim
descansará de tentar significar
e se algo ainda restar a pulsar
é apenas o hábito do infinito continuar