O tormento varou a poesia abismada
enleou-se no verso, tão feroz parecia
que nem sei se este acesso na poesia
é fanico ou somente poética alucinada
Só sei que dói, tal chaga duma espada
que sangra como no poema de agonia
deixando o espírito do soneto à revelia
e com cânticos fundidos em um nada
Nestes versos tão cheios de assombro
as trevas do sentimento em escombro
dão a prosa aquela sensação de horror
Inquieto, e a cada gemido suplicante
vozeando um sofrimento incessante
sofre, e atulha a trova com salaz dor.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 janeiro, 2026, 14’38” – Araguari, MG
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
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Autor:
poeta do cerrado - Luciano Spagnol (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de janeiro de 2026 15:26
- Categoria: Não classificado
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