Diga-me arauto
Você que é herdeiro
Dos homens de ontem
Que plantaram o sonho
No mundo inteiro
e a glória da justiça.
Que percorreram heroicos
Pelo campo de batalha
Empunhando a mítica
bandeira da liberdade.
Diga se valeu a pena
A luta contra os Reis
Os ditos ditadores
Que escravizaram gerações
Aqueles que acorretanram
Multidões com mentiras
Sacrificando futuros.
Diga-me arauto
Que sob a sua armadura
Construída de esperanças
Haviam podridões
Sendo manipuladas por fungos e baratas
E em seus porões malditos
Estavam sendo geradas
As novas loucuras do racismo e preconceito
O novo mundo supremo
Das novas pessoas superiores
Para viverem nas novas Yorks do paraíso.
Diga Arauto
Em que valas jogarão os corpos
E como dirão não àqueles
Cujos países foram destruidos
Como fecharão suas fronteiras, aos desgraçados que vagam
no espaço entre o flagelo e a indiferença?
E o que farão com as suas
memórias que ainda estarão flutuando, sobre sua alma fria?
O que dirão para os novos soldados?
Que verdade tão brutal,
Que possa convencê-los
a marchar contra a sua própria carne?
Antonio Olivio
-
Autor:
Antonio Olivio (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de janeiro de 2026 18:36
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.