Dedicatória

Jérsia Alexandra Castelo Castanheta

Lembro como se fosse ontem

o dia que me invadiste,

sem rosto, sem nome,

só alma —

meu amor atemporal, só pode ser karma.

 

Por isso, dedico a ti todas as palavras,

todos os poemas, todos os textos, todos os livros, todas as canções;

dedico a ti o tempo, os lugares e os motivos.

 

Para que o “quando” seja infinitamente hoje,

maravilhosamente ontem,

e incrivelmente amanhã.

 

Para que o “onde” esteja em todo lugar,

ou em lugar algum.

 

Para que o “porquê” exista sem razão,

porque sim ou porque não,

para que não exista e ainda assim exista sempre.

 

E caso tudo isso não seja suficiente,

dedico também todas as orações:

as minhas,

dos anjos,

dos astros.

 

Que cada palavra encontre o teu coração,

que cada verso te acompanhe,

e que todo este amor —

antes de te conhecer —

já tenha te encontrado.



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