Lembro como se fosse ontem
o dia que me invadiste,
sem rosto, sem nome,
só alma —
meu amor atemporal, só pode ser karma.
Por isso, dedico a ti todas as palavras,
todos os poemas, todos os textos, todos os livros, todas as canções;
dedico a ti o tempo, os lugares e os motivos.
Para que o “quando” seja infinitamente hoje,
maravilhosamente ontem,
e incrivelmente amanhã.
Para que o “onde” esteja em todo lugar,
ou em lugar algum.
Para que o “porquê” exista sem razão,
porque sim ou porque não,
para que não exista e ainda assim exista sempre.
E caso tudo isso não seja suficiente,
dedico também todas as orações:
as minhas,
dos anjos,
dos astros.
Que cada palavra encontre o teu coração,
que cada verso te acompanhe,
e que todo este amor —
antes de te conhecer —
já tenha te encontrado.