Sobre o dossel, tua alvura de mármore resplandece,
Pele nívea onde a luz se perde em um brilho lunar.
Teus seios, como cálices de marfim que o desejo oferece,
Oscilam em harmonia ao ritmo que vens ditar.
És a Cruella de um suplício onde o toque é veneno,
A joelhar-se em meu peito com tal abdução vital;
Abrindo e fechando o compasso de um éden sereno,
No encaixe pélvico que anuncia o meu fim fatal.
Teu corpo recua, buscando a tensão pendular,
Força que projeta o quadril em um arco de luxo.
Sinto o atrito da derme, o calor a me incendiar,
Nesse vai e vem sádico, nesse ardente refluxo.
No encaixe profundo, a sinergia enfim se revela,
O ápice da sentada, onde a carne se faz oração.
Sucumbo ao teu dote, à tortura de ser tua sela,
E me afogo no êxtase da tua absoluta audição.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 16 de janeiro de 2026 09:24
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 12

Offline)
Comentários1
Contemplação e desejo; captura e entrega; movimento e atrito; culminação e dissolução. Com ampla consistência formal e ornamento bem determinístico, ficou claro o ato.
Obrigado pelo comentário. Boa sexta.
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