Estando esparramada,
Afogada em soledade,
O vinho tinto outrora doce,
Fez-me clamar em piedade.
Como pôde apunhalar?
Não perdoo traição.
Se queres me afogar,
Irei pô-lo em maldição.
Toques de ternura ficam,
Admiro sua face.
Vê essa loucura, sente.
No amanhã ela renasce.
Que fim brindamos?
Enlaçados, corpos dançam.
O tom de sangue banha-nos,
E os sons do silêncio encantam.
Cessa o ritmo dos passos,
Derradeiro brinde feito.
Lanço-me a esta pista
Para enfim contar:
Essa passagem fixa o amor
Remanescente de minha dor.
Devo dizer-lhe, meu ardor?
Ficaremos acorrentados até o fim.
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Autor:
vk_noctur (
Offline) - Publicado: 14 de janeiro de 2026 23:24
- Comentário do autor sobre o poema: "Entre o brinde e o fim, ficamos".
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
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