A Mágoa da Pulseira de Prata

Eduardo P



Para a Pulseira de Prata que deixei trancada na caixa:

Você me atormenta. 

Me chama, me clama. 

Alegando que prata não se guarda

Alegando que prata não se veste em demônios, como os que dormem na gaveta, na parte do meio do guarda-roupas

Os demônios vestiram a prata. Não a prada, como antes. 

Ouvir suas súplicas me revira o estômago. Tomar minha prata dos demônios? 

Pois, tomo nas mãos a corrente brilhante. 

Levo à boca. 

Digo olá, reivindicando-a. 

Roubo um beijo, deixando-a escura.

Beijo Ácido de um Demônio Inquieto. 

  • Autor: Eduardo P (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de janeiro de 2026 09:03
  • Comentário do autor sobre o poema: Poema que tenta expressar um processo de quebra, na barreira de medos, por uma dor do passado, deixando o que corrompia se esvair.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
  • Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
Comentários +

Comentários1

  • Arthur Santos

    Poema bem escrito e profundo! Gosto muito.
    Poeta Eduardo...todos os poetas são amadores...porqque amam a poesia 🙂
    Abraço.



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